Crise leva clientes bancários a buscar instituições de poupança e caixas econômicas

Clientes de bancos comerciais têm buscado refúgio em instituições de poupança e caixas econômicas, por causa da crise de confiança gerada por problemas financeiros no mundo. A afirmação foi feita hoje (21) pelo presidente do Instituto Mundial de Bancos de Poupança (World Saving Banks Institute – WSBI), José Antônio Olavarieta.

Ao participar do Encontro Anual Regional da América Latina do WSBI, Olavarieta ressaltou que, na América Latina, a crise não é de liquidez (recursos facilmente disponíveis), mas de confiança. Para ele, nesse cenário, os clientes têm sentimento de pertencimento a instituições que os “conhecem”, que tenham “proximidade”. Ele não soube, entretanto, precisar o número de clientes que deixam bancos comerciais para migrar para os de poupança.

Apesar de admitir que a crise financeira internacional afeta todos os países e tipos de instituições financeiras, Olavarieta enfatizou que, no caso dos bancos de poupança, os depósitos contam com cobertura e os riscos dos empréstimos são menores do que em instituições comerciais, porque se trata de operações de longo prazo, entre outros aspectos,.

Olavarieta destacou ainda a função social dos bancos de poupança e caixas econômicas, que garantem inclusão bancária, desenvolvimento regional e até educação financeira.

Para o presidente do Grupo Regional para América Latina e Caribe (Grulac), José Luis Mardones, os bancos de poupança estão bem capitalizados e não fizeram aplicações em ativos “tóxicos” (chamados assim por terem gerado a crise financeira internacional). Fonte: Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

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