27
Nov
2008

Cidade atingida pela chuva enfrenta oportunismo e aumento de preços

Publicado por MidiaSis na Categoria - Noticias

Brasília – Itajaí é uma das cidades mais prejudicadas pelas fortes chuvas que caíram no estado de Santa Catarina nos últimos dias. Cerca de 97% da cidade foi atingida, segundo dados da Defesa Civil, com inundações que variaram de 30 centímetros a 9 metros de altura. Enquanto grande parte da população participa como voluntária na ajuda aos mais necessitados, alguns comerciantes se aproveitam da situação para faturar mais.

Juliana Righetto mora da cidade e é um dos três voluntários que criaram uma página na internet com espaço para qualquer um colocar informações sobre pessoas desaparecidas, ilhadas e sem alimentos e obter respostas de ajuda.

Ela afirma que o preço do quilo do pão francês subiu de R$ 4,99 para R$ 7,98 num mercado da cidade. O galão de 20 litros de água potável, que custava R$ 5 antes das enchentes, é encontrado hoje entre R$ 15 e R$ 30. O botijão de gás, que teve sua importância aumentada, passou de R$ 32 para até R$ 60.

“Teve muita gente que saqueou mercados aqui da região, levou alimentos para suas casas e está tentando vendê-los. No mesmo momento que existe muita solidariedade, muito trabalho voluntário aqui em Itajaí, também acontece esse lado ruim do ser humano, que tenta se aproveitar de um momento lastimável como esse”, disse Juliana.

O Ministério Público de Santa Catarina (MO-SC) divulgou nota, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa ao Consumidor (CCO), alertando que o aumento de preço não justificado de água potável, combustíveis e alimentos nas regiões mais atingidas caracteriza-se em prática abusiva de comércio.

“A escassez de gêneros de primeira necessidade provocou uma disparada nos preços da água mineral, de combustíveis e de alimentos. Segundo o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal, se estes aumentos forem praticados sem justificativa, o comerciante está sujeito a multas e a penas de até 5 anos de reclusão”, diz a nota.

A estimativa da Defesa Civil é que, dos 180 mil habitantes da cidade, cerca de 130 mil foram atingidos pelas enchentes. O número de desabrigados chega a 11 mil. A expectativa é que a partir de segunda-feira os serviços bancários e o comércio voltem ao funcionamento normal. Fonte: Danilo Macedo Repórter da Agência Brasil

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